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Quem
dá Mais ?
Na pista
do melhor cartão de milhagem das
companhias aéreas, descobrimos que não existe
um sistema
campeão, mas, sim, um programa ideal para cada
caso
Texto: Aline
Angeli
Infográficos: Eli Sumida
Há
alguns anos, descobrir o que significava essa
unidade de medida era tão fácil quanto
consultar um dicionário. Bastava sacar uma
daquelas tabelas de conversão: a distância
correspondia a algo em torno de 1 609 metros.
Hoje, depois que os programas de milhagem
invadiram o dia-a-dia das viagens aéreas,
empolgando mais de 100 milhões de pessoas em
todo o mundo, as milhas viraram uma unidade
monetária, uma nova moeda. Por isso, escolher o
programa mais conveniente tornou-se tão
fundamental. Com o bolso cheio de milhas
acumuladas, é possível ganhar passagens
aéreas, embarcar na primeira classe ou na
executiva pagando o preço da econômica, ter
prioridade na reserva de bilhetes ou até
conseguir acesso às salas vips dos aeroportos,
entre outras inúmeras vantagens que antes eram
privilégio dos mais ricos. "É um toma lá,
dá cá", resume Pedro Sabino, coordenador
do programa de milhagem da United Airlines, o
Mileage Plus. A lógica desses programas é
bastante simples. O passageiro faz sua
inscrição, recebe um cartão de fidelidade e, a
partir daí, as milhas voadas nessa mesma
companhia correspondem a outras, que vão sendo
acumuladas numa "conta corrente".
Depois de atingir um determinado número de
milhas, que varia de companhia para companhia, o
viajante pode trocá-las por uma passagem ou
outros dos muitos benefícios oferecidos.
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